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Blog Mil -

15
Março
2018
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Estudo mostra que água em garrafa contém microplásticos

Pesquisa da Orb Media, organização jornalística sem fins lucrativos de Washington, demonstrou que em uma única garrafa de água pode conter dezenas ou até milhares partículas microscópicas de plástico. Foram realizados testes em mais de 250 garrafas de 11 marcas líderes de mercado para apontar a contaminação por plásticos variados, inclusive polipropileno, náilon e tereftalato de polietileno (PET).

Os testes, conduzidos pela Universidade Estadual de Nova York, revelaram uma média de 10,4 partículas na faixa dos 100 mícrons (ou 0,10 mm, a largura de um fio de cabelo) por litro. Um microscópio infravermelho de padrão industrial indicou que as partículas eram, de fato, matéria plástica.

Os testes mostraram também uma quantidade muito mais alta de partículas ainda menores em tamanho e com boa probabilidade de constituir matéria plástica. A média global para essas partículas foi de 314,6 por litro.

O estudo foi supervisionado pela renomada pesquisadora de microplásticos da Universidade Estadual de Nova York, professora Sherri Mason. Para testar a água contida nas garrafas, Mason e sua equipe primeiro impregnaram cada garrafa com um corante chamado Nile Red. Vistas sob o microscópio e com a ajuda de óculos protetores de cor laranja, as partículas tingidas com o corante mostras um fulgor de braseiro em cada filtro.

A pesquisa ainda detectou partículas maiores, de cerca de 100 mícrons (0,10 milímetros), usando a espectroscopia Fourier-Transform, que lança uma luz infravermelha dentro do objeto para descobrir sua assinatura molecular.

O maior responsável por 54% dessas partículas maiores foi o polipropileno usado em tampinhas de garrafa, enquanto o náilon ficou com 16% e o PET 6%. A maior parte das amostras foram de garrafas plásticas, mas a água em garrafas de vidro também acusou a presença de microplástico.

As amostram analisadas vieram de 19 locais, em nove países de cinco continentes. Havia presença de plástico em 93% das amostras. Uma garrafa, por exemplo, acusou mais de 10 mil partículas por litro. Outras garrafas tinham teor zero de plástico.

 

Fonte: Folha de São Paulo.


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